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Artigos

Artigo sobre Monitoramento publicado na Revista RTI 
Fabio Moreno da ITTI Supply

O monitoramento de ambientes evita grandes perdas com a falta de fornecimento de energia elétrica, temperaturas elevadas, acessos não autorizados ou diversos outros problemas. No caso dos data centers essa questão fica ainda mais evidente. São inúmeros os casos de paradas (downtime) em ambientes de TI devido a situações inadequadas no ambiente. Uma simples falha de ar condicionado pode colocar uma operação fora do ar por várias horas, gerando custos altíssimos até a retomada dos sistemas.

 

Vários ambientes precisam ser monitorados, evitando grandes prejuízos com a falta de fornecimento de energia elétrica, temperaturas elevadas, acessos não autorizados ou diversos outros problemas que podem ocasionar uma parada, gerando enormes transtornos e altos custos para as empresas. Não falamos somente de TI, mas também de produtos e locais que possam sofrer consequências com situações fora das especificadas, como armazenamento de medicamentos e conservação de alimentos em câmaras frigoríficas.

São inúmeros os casos de paradas (downtime) em ambientes de TI devido a situações inadequadas no ambiente. Uma simples falha de ar condicionado pode colocar uma operação fora do ar por várias horas, gerando custos altíssimos até a retomada dos sistemas. Nos data centers corporativos Em diversos data centers, principalmente de pequenas e médias empresas,  normalmente são utilizados sistemas de ar condicionado de conforto, em vez de ar condicionado de precisão. Isso porque os custos de um sistema de precisão podem chegar a cinco vezes mais do que os de sistema de conforto. Entretanto, as máquinas de conforto são preparadas para trabalhar, no máximo, de 12 a 14 horas por dia e não “rodarem” 24 horas ininterruptas. Assim, fatalmente vão apresentar falhas e aí começam os problemas. Split desliga, temperatura da sala aumenta e servidores mais modernos desligam por segurança (os mais antigos podem ser até danificados), causando pânico nas operações de pequenas e médias empresas, que não tomaram precauções simples para “serem avisadas” de anomalias que podem ocorrer no ambiente. Isso torna impossível realizar as precauções necessárias, de maneira proativa e não reativa.

 

Uso de dispositivos de monitoramento

 

O uso de dispositivos simples de monitoramento ainda é muito pouco conhecido e divulgado. Existem no mercado diversas soluções que permitem monitorar as condições do ambiente, como temperatura, umidade relativa, fumaça, alagamento, presença, abertura e fechamento de portas, corrente elétrica em disjuntores (indicando falta de fase, fase invertida ou outras anomalias) e outros módulos de alarmes que possuem painéis locais, mas não têm comunicação com sistemas de alarme para quem está “fora” do ambiente.

Um exemplo comum nos data centers são os painéis de gás de extinção de incêndio. Se houver uma ocorrência, normalmente, ela irá alarmar um painel, mas se não houver seguranças na empresa (comum em determinados horários) ninguém ficará sabendo na hora. Esses dispositivos permitem acoplar os sensores analógicos para temperatura, umidade relativa e entrada de 0 a 60 VDC (comum em automação) e os sensores de contato seco (também conhecidos como dry contact ou dry input), onde estão todos os sensores com estado de ligado/desligado. Nesse caso, entram os sensores de porta, fumaça, alagamento, presença e as saídas de disjuntores com esses recursos e painéis de alarmes em geral.

 

Instalações

 

As instalações desses dispositivos são bem simples, mas é necessário ter conhecimentos básicos de eletroeletrônica e roteamento IP. Quem não tem nenhuma vivência nesse mundo, pode ter um pouco mais de dificuldade. O mais curioso é que principalmente para ambientes menores, muitas vezes, o cliente nem encontra integradores para fazer as instalações, pois alguns têm estruturas grandes e obviamente com custos mais elevados para esse tipo de serviço, afastando o interesse por instalações pequenas. Nesse caso, muitas vezes a equipe que lida com instalações de TI pode resolver o problema e instalar. Normalmente, os distribuidores dos produtos fornecem o suporte técnico necessário para o êxito do projeto.

 

Não somente ambientes de TI

 

O uso desses dispositivos não se limita aos ambientes de TI, entretanto mais de 90% dos produtos vendidos são aplicados nesses ambientes. As aplicações são diversas, pois existem vários outros ambientes que precisam de monitoramento, garantindo a conservação de produtos ou em processos produtivos. Enfim, não há limites de aplicação. Com esse sistema é possível gerar todos os “logs” de leitura da maneira necessária, por cada segundo, minuto ou horas, não importa. Tudo isso pode ser configurado nos programas que vão efetuar as coletas das informações.

 

Software e aplicativos – Programação de dispositivos

 

Existem no mercado dezenas de aplicativos, alguns gratuitos, como  Zabbix e Nagios, que permitem “extrair” as informações dos dispositivos e transformá-las em painéis de fácil visualização para a tomada de ações. Além disso, esses aplicativos permitem gerar as regras de avisos e alarmes, escalando as situações não atendidas e definindo vários tipos de saídas (e-mail, SMS, SNMP trap e aúdio) para a rápida correção de qualquer anomalia, evitando uma parada do sistema e ajudando as empresas a pouparem os seus recursos. Eles não são de uso simples e requerem profissionais treinados que possam de fato acoplar todos os recursos dos dispositivos (hardware) nos aplicativos (software). As linguagens de programação e integração são uma verdadeira sopa de letrinhas para os leigos, falando-se em MIB, OID, XML, HTTP, SNMP, etc. Não só os equipamentos serão integrados a esses softwares, mas também vários modelos de equipamentos irão conversar entre si, permitindo criar um sistema de automação, por exemplo, ligando relés que vão acionar uma discadora em caso de aumento de temperatura, ligar um equipamento de ar condicionado reserva,  acionar uma bomba de drenagem caso ocorra algum alagamento, um e mail avisando em tempo real que uma porta de rack está sendo aberta etc. São inúmeras possibilidades de monitorar detalhes simples mas importantes, nestes ambientes críticos. Vários dispositivos de diferentes fabricantes podem ser integrados, criando o modelo mais adequado de automação e monitoramento.

 

Conclusão

 

Fica evidente que a prevenção é a melhor maneira de evitar surpresas e custos altíssimos. É previsto que esse segmento continue crescendo a taxas elevadas. Trata-se de uma questão simples de entender: basta ter algumas horas de downtime que qualquer análise irá remeter a um investimento preventivo.  produção perdida ou um lote de medicamentos descartados.

 

























 


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